Glosa é um assunto conhecido. Tem indicador, tem benchmark, tem fornecedor e tem gente boa trabalhando nele há mais de uma década. Quase todo esse trabalho começa depois que a conta volta.
O caminho é sempre o mesmo. A conta é montada, enviada, e a resposta da operadora chega semanas depois. Quando volta contestada, alguém abre conta por conta para entender o motivo, monta o recurso do zero e corre atrás do prazo. Enquanto isso o dinheiro não entra, e o prazo médio de recebimento dos hospitais já passa de 77 dias.
Só que 67,9% do volume glosado é falha administrativa, de código, valor, documento ou autorização, e só 3,55% é divergência clínica de verdade. A maior parte da glosa não é uma discussão entre médico e auditor. É uma conta que saiu errada e que ninguém conferiu contra o contrato daquela operadora.
Por isso a gente começa pela conferência antes do envio, e o recurso vem depois.